segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Post 2: Sobre Saramago, bacalhau e ansiedade


Farta Brutos. Que nome.

Cheguei às 22h30 e fiquei em uma mesa de canto comendo tremoço e aguardando o José Saramago e sua mulher, Pilar, que chegariam a qualquer momento, vindos de uma noite de autógrafos com Mário Soares.

O Farta Brutos é um dos restaurantes predileto de Saramago em Lisboa. O casal mora em Lanzaroti, uma ilha muito árida na Espanha, mas como estavam de passagem pela cidade justamente quando eu voltava de Pequim, resolvi fazer um pit-stop para encontrá-lo e ainda passar um dia na “Terrinha”, aonde nunca tinha estado. Para esse encontro vieram também o Don McKellar, roteirista, e o produtor, NivFishman, diretamente de Toronto.

O restaurante é um lugar muito pequeno, fica na Cidade Velha e tem umas sete ou oito mesas tocadas pelo casal de proprietários. Nas paredes, muitas fotos de gente conhecida e evidentemente muitas imagens do próprio Saramago. Ao chegar, ele cumprimentou os proprietários com a intimidade de alguém de casa. Tentou, mas não pediu os pratos: o dono do restaurante foi simplesmente mandando para a mesa o que achava que deveríamos experimentar. Não parava de chegar comida. Quando eu já estava satisfeito, fiquei sabendo que aquilo tudo era apenas a entrada. Então começaram a chegar os diferentes pratos de bacalhau. O nome do restaurante fez todo sentido.

Saramago é um homem alto e muito em forma para seus oitenta e poucos anos, certamente pelo seu hábito de sempre caminhar ao invés de usar carro. É uma figura um pouco intimidante, eu estava tenso, mas ele foi muito amável e até afetuoso. Havia relido o livro duas vezes antes de ir para Portugal e já estava começando a trabalhar com o Don numa nova versão do roteiro. Estava cheio de perguntas a fazer, mas senti que ele preferia não explicar muito as personagens ou as intenções do livro. Foi específico apenas com relação ao Cão das Lágrimas, “Tem que ser um cachorro bem grande”, disse. Tentei teorizar sobre o Garoto Estrábico, mas ele não se impressionou: “É só um menino”. Ponto.

Dizem que Saramago fala francês melhor do que muitos franceses, mas ele não fala nada em inglês. Então ficamos apenas nós dois conversando em português, enquanto os amigos canadenses tentavam acompanhar com a ajuda da tradutora de Saramago para o alemão, Ray Mertin, que nos acompanhou.

Entre um bacalhau com ovo mexido (à Brás?) e a outro com azeitonas e pimentão, conversamos sobre locações e alguns nomes para o elenco. Ele aprovou, por exemplo, a escolha de Danny Glover para interpretar o Velho da Venda Preta. Isso foi uma boa notícia, uma vez que este personagem será uma espécie de alter ego do próprio escritor, ao menos é como eu estou encarando.

Danny Glover, assim como Saramago, é um homem grande e cheio de vitalidade. A venda preta em um dos olhos da personagem e a catarata no outro tem alguma relação com os pesados óculos do autor e é algo carregado de sentidos. Por não enxergar muito bem talvez este personagem viva mais em contato com seu mundo interno e imune à superficialidade do mundo sensorial, o que lhe permite, mesmo quando vítima da cegueira branca, compreender melhor e refletir sobre o caos onde todos estão instalados.

Na epígrafe do livro Saramago diz: “Se pode olhar, veja. Se pode ver, repara". Olhar com a percepção mecânica da visão, ver como uma observação mais atenta do que nos aparece à vista, uma visão analítica, e finalmente reparar no sentido de se libertar da superficialidade da visão e se aprofundar no interior do que é o homem e assim conhecê-lo. Se isso faz algum sentido, este Velho da Venda Preta será um homem que repara, que tem subjetividade e vida interior.

Caso eu dê alguma colaboração significativa no roteiro, acho que será aumentar a importância desse personagem na trama. Será como colocar o próprio Saramago na tela (aliás, chamá-lo para atuar teria sido uma boa idéia e ele talvez aceitasse. O Gael Bernal, que vai fazer o Rei da Camarata 3, me disse que uma vez dirigiu o Saramago numa peça de 45 minutos em Guadalajara e que ele foi muito bem. Também, com tamanha presença não precisa de muito mais).

Apesar de feliz pelo encontro, aquela noite me deixou apreensivo. Por ter sempre recusado a vender os direitos de seus livros para adaptação (“cinema destrói a imaginação”) achei que ele não estivesse interessado no filme.

Para meu desespero, estava enganado. Ele está interessado sim, perguntou várias vezes quando ficaria pronto ou quando poderia assistir algo. Depois do nosso encontro, me mandou um e-mail dispondo-se a colaborar caso eu precisasse e dizendo-se totalmente confiante em relação ao nosso trabalho. Antes não estivesse tão confiante assim, o risco de uma grande decepção seria menor. Sei que nenhuma projeção desse filme será tão tensa quanto a que farei para apresentá-lo ao autor da história.

Já passei por isso antes quando mostrei o Jardineiro Fiel pela primeira vez ao John Le Carré. Na cabine estavam apenas ele, a mulher, seus dois filhos, o produtor e eu. Quando acabou a projeção, os cinco segundos de silêncio que se seguiram foram os mais longos da minha vida, até serem quebrados por alguma palavra positiva que nem ouvi direito qual foi, tal o barulho que fez o peso do mundo saindo dos meus ombros. Desta vez, por alguma razão, sinto que a tensão vai ser ainda pior. Terei que estar preparado.

Porque me coloco sempre nessas situações?

113 comentários:

Neto disse...

Olá fernando..se me permite chamá-lo assim.
Bom eu sei que deve ser um homem completamente ocupado, cheio das tarefas mais importantes ..
Mas eu acredito que ainda assim possa ter um tempo para o que vou lhe propor.
Li o livro Ensaio sobre a cegueira, claro gostei, eu e meus amigos de banda,à propósito tenho uma banda e é sobre isso que queria lhe dizer...
Humildemente fizemos uma música sobre o livro, sobre o tema em si, meio q desproposital, mas sim movidos pelo interesse que o livro nos despertou. Por uma incrível coinscidência agora ele irá virar um filme, poxa que legal...
A intenção nossa é somente se vc tiver espaçinho livre em sua agenda, que vc possa escutar, pq essa música realmente foi feita de coração, se um dia puder opinar sobre ela, seria maravilhoso pra nós.
Espero que leia de verdade, esperar na verdade é a tradução real do qto de fé nós temos..e é muita pode apostar.
Abração de verdade! e parabéns.
Nosso link é:
www.tramavirtual.com.br/fantoch
a música se chama Cegueira. só clicar no link e depois em cima da música.
temos um e-mail, quem sabe né vc naum responda.
bandafantoch@gmail.com
muito obrigado.
Neto.

Marcos disse...

Olá,Fernando!
Tudo bom?
Ainda bem que você se coloca sempre nessas situações;só assim poderíamos ter acesso ao seu talento!
Toda a boa sorte do mundo neste novo projeto pra ti!
Bjs!
Andrea Ferrer

Carlos Daniel disse...

Fernando

Acompanhei todos os diários de produção postados no site Cinema em Cena, quando na época você falava sobre o Jardineiro Fiel.

O que mais impressiona nos textos é saber que até um grande diretor, com um grande currículo, pode se mostrar inseguro frente a outras pessoas e novas situações. Quando assumo um projeto vivo o mesmo dilema, quase que uma crise bipolar. Onde a certeza aparece, mas as vezes é coberta por também uma sensação de: "por que me meti nessa".

Além de impressionar o próprio Saramago, há uma legião de cinéfilos que esperam, assim como eu, esse filme que promete ser uma grande obra, disso não tenho dúvida.

Bom filme.

Cordialmente

Carlos Daniel Reichel

jennyho disse...

Aguardo ansiosamente pelo filme!!!

htfernandes disse...

Com certeza a espinha vai congelar quando as luzes se acenderem após premiere para Saramago - mas já escrevia Fernando Sabino, reproduzindo a sabedoria popular: "No fim dá certo. Se não deu, é porque não chegou o fim".
Grande dica a do Farta Brutos, parece sensacional! Boa sorte e sucesso (se é que é preciso/desejável ainda mais).

leprosocerebral disse...

Muito legal Fernando.
Boa sorte. Aproveita a disposiçao dele pra ajudar, e vai diminuindo a pressao.
Abracos!

orlando disse...

Caro Fernando, estou cobrindo o Festival de Veneza e gostaria de um email pessoal para contata-lo, abs Orlando Margarido, site Terra

Italo disse...

Como dizem aqui no Ceará: rapadura é doce, mas não é mole.

Mais um projeto, menos cabelos. Não que não seja gratificante, mas a calvice acaba sendo inevitável. No final, é o que todos almejam. Já deu pra notar que o Walter Salles usa cabelo grande para encobrir as entradas.

Michel Simões disse...

Assim como o Carlos Daniel, tb acompanhei e propaguei os Diários do Jardineiro Fiel e acabei q fizemos uma excursão no cinema p/ assistir tudo q tinhamos acompanhado (várias pessoas q nunca vão ao cinema). Não preciso dizer nada dos seus filmes, o sucesso diz tudo, mas esses relatos são especiais e imperdíveis, pq são humanos e mostram o homem que vibra, que sofre, que vive por trás do filme.

Boa sorte!

abraços,

Lu Gastão disse...

Vou por o link deste blog no meu blog;

www.impressoesvirtuais.blogspot.com

e estou louco para ver alguma foto do filme.
tem como me mandar uma, heheh,
para colocar no meu blog/

Vc coloca uma no seu e me arranja uma para o meu.... que tal?

heheheh
abraço grande e boa sorte
lu gastão

lugastao@gmail.com

Creusa disse...

O filme promete. Fernando, vc é um grande diretor. Só fiquei desapontado com a escolha de duas atrizes...Quando li o livro eu imaginava juliette binoche como a mulher do médico. e eva green como a garota de óculos escuros. mas julianne moore é uma grande atriz também. só não gostei do fato de ela ter tingido o cabelo de loiro. a cabeleira ruiva deixa ela mais velha. isso tornaria a personagem mais realista e parecida com a da história.

Marcos disse...

O cinema só destrói a imaginação quando a própria não faz parte da receita do filme :D

Imaginação atrai imaginação... esta é uma lei universal.

Boa sorte na criação. Um abraço para você. Se puder, dê um abraço no Saramago por mim.

Antonio disse...

Olá Fernando!
Sou o Antonio da nossa "caótica" São Paulo(graças a deus) e você vai me ver muito pelo blog.Postando.
Desde quando li o livro...bem primeiro tive a intenção de filmá-lo também,lógico partindo do princípio que serei um cineasta.Depois meus amigos disseram que o livro era "infilmável" e eu disse:"O Fernando conseguiria",pelo que foi mostrado em Cidade de Deus..já que a justificativa dos meus amigos era a mesma da mulher do médico´:"Seria melhor ser cego do que ver tudo o que aconteceria" Ainda assim te defendi!ehhehee.
Quando li o livro,imaginei São Paulo como cenário,não porque é minha cidade..mas porque é uma cidade que poucas pessoas "reparam","enxergam".
Logo quando vi que o filme seria uma combinação de Saramago,Fernando Meirelles e São Paulo eu surtei de alegria porque esse livro é o livro da minha vida e tudo que inconscientemente imaginei,se tornará realidade.Então se você se pergunta o porque aceitou o projeto eu te digo que talvez só você pudesse realiza-lo e se o próprio Saramago concorda,quem vai discutir com o cara né?
Esses dias passando no Centro de São Paulo vi um cãozinho vira latas e logo me veio o cão das lágrimas e ele estava num lugar bem decadente,perto da Galeria do Rock (duvido que você não conheça aquela área),uma viela em frente a Praça do Payssandu,sem saída,suja,pichada...vi o cãozinho e pensei..."Não é a toa que São Paulo foi escolhida"...todos vêem aquele lugar,duvido que o enxerguem!Enfim,é isso!Sorte nessa jornada Fernando!E queria te dizer que estou fazendo o possível e o impossvel pra participar da figuração.Abraços!

Navasquez disse...

Olá Fernando Meirelles.
Também acredito em sentir o vento antes de decidir a direção. Que bom para nós. Parece que sua intuição tem rendido belos frutos.
Que maravilhoso desafio você aceitou. Com certeza o universo conspirou a favor.
Muita, mas muita força mesmo.

um abraço grande
Olympia - Cotia-SP

fellipe disse...

Oi, Fernando
Gostei muito de seu filme Cidade de Deus.Estudei música nos E.U.A, tendo me graduado em Jazz Studies e obtido mestrado em JAzz, com bolsa, em Atlanta, 2005. Sou compositor, arranjador e instrumentista - violão 7 cordas e guitarra. Estou gravando meu primeiro CD com composiçoes próprias, mesclando instrumentos eruditos com populares. Quero muito fazer trilha sonora. Tenho videos no youtube, como Felipe Coelho. Meu site é www.felipecoelho.com. Tkhs.
Felipe

Pica disse...

ola Fernando,

fico feliz que disponibilize o blog para que nós amantes de cinema e sempre atentos aos seus trabalhos possamos acompanhar os processos, conquistas, dúvidas e medos que envolvem toda a produção.
Como comentaram anteriormente achei mto bem feita a escolha do elenco, dentre eles Danny Glover e Sandra Oh achei de extremo bom gosto.

sucesso! Adriano F.

fabiana disse...

Ola Fernando
Para começar de acho incrível, e hoje minha sócia achou este seu blog e me passou o link para ler.
Fiquei surpresa porque você não tem receio de expor o que sente o que pensa, e com as suas declarações percebi que você é normal ou seja, tem medos, ansiedades em relações aos projetos que vc se envolve.
Fico sempre me culpando por achar que é minha obrigação ter a fórmula pronta sobre o que escrever, o que escolher , o que ver, quero tudo pronto, más só imagino e me realizo com as minhas imaginações extamente por pensar que colocando-as em prática irão fracassar.Tenho medo ser boa na verdade.
E sempre achei você o melhor roteirista, o melhor diretor, o melhor produtor, enfim tudo de bom e agora também vejo que os melhores também teem medo.
Aprendi mais uma com vc.
Obrigada
Tudo de melhor
Fabiana Amorim
fabianaamorim@safra73.com.br/ fabianaamorim@hotmail.com

franty disse...

Olá Fernando,

Eu não estou aqui para vender o meu peixe, como esse povo todo. Mas não poderia perder a piada. hehehehe.

Parabéns pela produção. Eu sei que opiniões na internet não valem muita coisa, mas não posso deixar de dizer quer você é um dos mais talentosos diretores do mundo nos dias de hoje. Não tenho dúvida de que Blindness vai ser um clássico, assim como os seus trabalhos anteriores.

Enfim, bom trabalho e sucesso!

ps.: Grande iniciativa esse blog... É realmente um prato cheio para os amantes de cinema, saber mais como de desenvolve a produção de um de seus filmes.

Felipe disse...

Caro Fernando

boa sorte nesta empreitada, mas mesmo com todas as dificuldades, vc tem simplesmente o José Saramago, um dos maiores escritores vivos (se não o maior) se colocando à sua disposição para colaborar com o projeto. Lendo de fora o que vc escreve, a vontade é de gritar "Aproveita essa chance!!"

E uma sugestão: vc com certeza conhece o Wojciech Kilar, um polonês que faz várias trilhas para filmes do Polanski (O Pianista, O último portal, A morte e a donzela), Andrzej Wajda, Jane Campion, Coppola. Pois é, lendo o livro eu ouvia a música dele. Ele com certeza toparia um projeto desses.

Camila do Celso disse...

Olá...tudo bem?
Será que eu seria uma pessoa de muita sorte e poderia saber algum dia..local...horário de gravação de algumas(a) cena em São Paulo?
camilaboaventura07@gmail.com

Ruy Jobim Neto disse...

Fernando,
não só você escreve muito bem como dirige e filma super bem, também. Não vi Domésticas ou o segundo Maluquinho, mas claro que me empolguei com suas (várias) câmeras em Cidade de Deus e logo em seguida, com a sua África de "O Jardineiro Fiel", que adorei.
Bom...fiquei muito feliz com seu novo projeto, mais feliz ainda em saber que Alice Braga está no seu elenco...pensei que vc ia comentar algo sobre o elenco, mas vejo que um diário de filmagens é um diário de filmagens, afinal...
vou aguardar os futuros capítulos...e, claro, esperar o grande momento de desfrutar a obra na telona!
para isso, pretendo não perder de vista o blog e "blogá-lo" no meu blog, da Cia. Mestremundo de Histórias, onde sou dramaturgo!
abração
Ruy
http://mestremundo.blogspot.com

Michel disse...

Boa Sorte, vai ser show!

Carol@rice disse...

Mal posso esperar.
Estarei na pré-estréia.

E estou confiante de que o diretor não poderia ser melhor escolhido.

Não te desejo sorte porque você não precisa.

Roberta disse...

Boa Sorte!!!

SB disse...

é muito legal, esta sistemática, de nós os fãs podermos aqui de longe acompanhar o que você diz: diário.
Até aqui olhei o blog Blindness de relançe, acabei de ter contato - digo duas coisas 1 - em seu perfil você está na primeira pessoa e refere-se a si mesmo como se você estivesse falando de alguém.
2 - o visual do blog eu achei bem lindo.

sonia bacha - sb

filmelog disse...

Que bom que você está escrevendo um novo diário, Fernando. Eu gostei muitíssimo do diário de Jardineiro Fiel, e fico feliz em poder te acompanhar novamente.

Roney disse...

...na verdade,
comento a postagem anterior,
pois acompanhei - junto à equipe -
sua despedida breve e dilatada,
no tempo e na intensidade
(pelo modo que descreveu)

...não sei responder
ao que se pergunta cem vezes,
mas já acho ser resposta
alguém com tal sensibilidade
assumir esse projeto

...agradeço por compartilhar
seu modo de ver,
por podermos ver
seu modo de reparar

grato,
roneyfreitas

Fabio disse...

Boa noite Fernando.
Antes de tudo, o cumprimento pela humildade em expor o processo de criação.
Lembro até hoje quando o SBT cobriu o Oscar no qual CDD concorria, escalaram uma repórter muito despreparada para entrevistar vc na entrada , no tapete vermelho. E ela disse a vc que os jornais americanos apontavam CDD como favorito ao Oscar. Daí vc perguntou quais jornais? Ela disse "Oras, vários, todos", como se fosse uma pergunta com resposta pronta. Vc apenas respondeu: "Que bom". Ela ficou sem graça.
Depois teve uma entrevista sua na Bravo muito divertida, comentando das diferenças na produção de CDD e Jardineiro. Que lá fora fariam chover ou never, se vc pedisse.
Isto posto, gostaria de perguntar a vc se esta obra do Saramago foi sempre sua primeira opção em adaptação. Se algum outro livro dele tambem o atraiu.

Fernando disse...

Adoro ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, sou fã de Julianne Moore e Danny Glover... e Fernando Meirelles dispensa apresentações. Este filme promete, e eu vou estar na fila do primeiro dia para assistir.

Fernando Américo

Hannibal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
thiago disse...

Cara Sua iniciativa é otima.Atrair investimentos para o cinema daqui e melhor ainda, sem sofrer intervençoes de executivos de estudo.Eu nem sei como agradecer por sua postura,é por causa de realizadores como você q eu ainda alimento meu sonho de fazer cinema. Boa sorte nas gravações, que tudo corra bem para você e sua equipe.

Mateus Cardoso disse...

Persevera cara. Saiba que tem um monte de fã apoiando, um monte de crítico esperando e bastante gente falando. Mas histórias como essa ensinam o homem a se conhecer, e se você foi um dos primeiros a tomar consciência disso não vejo como muito pode dar errado.

E se você foi doido o suficiente pra um dia querer ser diretor, nem se aperreie, aí é que a coisa anda.

Abraços de um admirador!

Socorro Acioli disse...

Sentei à mesa da FartaBrutos com voces. Obrigada!
Socorro Acioli
Munique

Abraão disse...

Olá.
Há tempos tenho esperado notícias sobre essa adaptação de "Ensaio sobre a Cegueira"; já estudei sobre Saramago em meu curso de graduação, e me lembro exatamente do fato de que esse autor não demonstra interesse em ceder suas obras a outras mídias. O que me deixa ainda mais ansioso, pois um filme que retrate todo o impacto das imagens retratadas naquele livro será algo digno de aplausos.
Boa sorte nesse projeto. Acredito na sua capacidade de trazer para todos nós uma história marcante, que nos permita reflexões tão fortes quanto aquelas que o romance desperta durante e após a leitura.
Um grande abraço de um fortalezense , professor de literatura e viciado em cinema.

Sillas Messias disse...

Com essa genial equipe reunida, esse roteiro,o aval do Saramago e a vontade de desenvolver o projeto, nós ja sabemos o resultado.
Boa Sorte!
Nos mantenha informado!

Bruno.

João Luís disse...

Olá Fernando, "Ensaio sobre a Cegueira" é realmente um livro desconcertante. Foi escrito com o propósito de desestabilizar, provocar e instigar os seres humanos em geral a repensar a existência, a correria do dia a dia, a falta de humanidade,... Tive a oportunidade de fazer a análise do livro para o portal Planeta Educação, onde atuo como editor e articulista (fiz, inclusive, artigos sobre alguns filmes seus, como "Cidade de Deus", "O Jardineiro Fiel" e "Domésticas" para a coluna Cinema na Escola). Acredito que sua próxima produção irá se tornar mais um filme de grande qualidade e que, certamente, levará os espectadores a reflexão, papel que, aliás, penso ser propício ao cinema e que poucos cineastas conseguem realizar como você e Walter Salles. Desejo a você muito sucesso e convido-o a conhecer nosso trabalho sobre Cinema e Educação e também o texto sobre o livro de Saramago em nosso site, no link www.planetaeducacao.com.br

João Luís disse...

Olá Fernando, "Ensaio sobre a Cegueira" é realmente um livro desconcertante. Foi escrito com o propósito de desestabilizar, provocar e instigar os seres humanos em geral a repensar a existência, a correria do dia a dia, a falta de humanidade,... Tive a oportunidade de fazer a análise do livro para o portal Planeta Educação, onde atuo como editor e articulista (fiz, inclusive, artigos sobre alguns filmes seus, como "Cidade de Deus", "O Jardineiro Fiel" e "Domésticas" para a coluna Cinema na Escola). Acredito que sua próxima produção irá se tornar mais um filme de grande qualidade e que, certamente, levará os espectadores a reflexão, papel que, aliás, penso ser propício ao cinema e que poucos cineastas conseguem realizar como você e Walter Salles. Desejo a você muito sucesso e convido-o a conhecer nosso trabalho sobre Cinema e Educação e também o texto sobre o livro de Saramago em nosso site, no link www.planetaeducacao.com.br

Alexandre disse...

Olá, adorei a idéia de diário, já acompanhei seu outro diário sobre as filmagens de "O Jarineiro Fiel" no site Cinema em Cena e este blog já está nos meus favoritos.

Sobre o filme, aguardo com ansiedade, promete muito. Só uma coisa, ainda não lí o livro, dúvida cruel, ler antes ou depois do filme...

Abraço
Alexandre (Big One)

violetamorato disse...

sei não, acho que você se coloca nessa situação porque precisa de desafios.
Queria saber se posso conseguir o e-mail do seu roteirista Don Mckellar. Obrigada.

EM disse...

Caro Fernando,

Depois do seu trabalho em "Cidade de Deus" e "O Fiel Jardineiro" não restarão grandes dúvidas de que "Ensaio sobre a Cegueira" será mais uma masterpiece.

Deixo-lhe apenas a sugestão de incluir algum elemento de portugalidade no seu projecto, mesmo que seja através da banda sonora recorrendo por exemplo a Rodrigo Leão.

Cordialmente,
EM
http://eclectismomusical.blogspot.com/

Oslei disse...

Caro Diretor,

Temos certeza que será um grande filme. A obra de Saramago é imagética, e com a sua capacidade de “materializar” as texturas advindas das palavras (como fez em seus dois últimos filmes), certamente te renderá mais uma obra prima.
A dúvida no final do texto é mais do que bem vinda (perquirir-se assim é o que nos mantêm, constantemente, “oxigenados”).

Yúdice Andrade disse...

A cada linha que leio de suas palavras, aumenta meu respeito por você. Afinal, para nós, meros mortais, essa sensação de proximidade com o universo do cinema, que você nos proporciona, é como se nos colocasse um pouco no set.
Amei "O jardineiro fiel" e sou fã de Saramago, por isso fiquei extremamente feliz quando soube da produção de "Blindness" e que ela estava a seu cargo. Tenho um blog e já escrevi três vezes sobre o assunto, a última agorinha, para comunicar a criação deste blog.
Receba votos de estímulo, deste que estará no cinema para conferir o seu trabalho, se Deus quiser na estréia. Sucesso.

José Marcel disse...

Fernando, só gostaria de desejar boa sorte! Tenho certeza que o filme vai ficar sensacional como os seus outros trabalhos. Parabéns por ter aceito esse desafio!

Marcel

Sergio disse...

Nunca pensei que poderia acompanhar o processo de feitura de um filme de uma forma tão próxima e pelo ponto de vista do realizador. Achar tempo para tornar público suas sensações e emoções mostra toda sua generosidade e amor pelos seus filmes e pelo seus fãs. Obrigado.
Sérgio Lacerda

xtama disse...

Fantástico a sua iniciativa. Mas o bacana mesmo é o grau de sinceridade dos seus textos. Dá pra sentir na pele o tamanho da responsabilidade. Eu trabalho na área de criação e sei bem o que é pegar um projeto na intuição, sem ter a menor idéia do que vai dar. Nos primeiros momentos, os mais tensos, procuro repetir para mim que nunca deixei de entregar nada, mas uma "vozinha" lá no fundo me diz: "talvez seja esse o trabalho que você não vai entregar." O grau de tensão e angústia é absurdo até que o trabalho comece a tomar forma. Desejo todo sucesso do mundo nessa sua nova jornada e pelo seu gabarito tenho certeza de que o país vai ser presenteado com mais um grande sucesso. Grande abraço!

Elyson Lacerda

Ane Talita disse...

Sensacional sua iniciativa do blog!
Sou estudante de ciências sociais, e estou numa fazendo uma iniciação científica em antropologia da mídia, e o que mais interessa é a produção cinematográfica! Vou me deliciar por aqui!

Boa sorte! Todas as energias do bem para a equipe!

beijo!

O livro é realmente foda!

nelsonaugusto disse...

Gde Fernando! bom saber que tem coisa sua em andamento. A respeito dos dois posts: vc queria sair da sua zona de conforto, conseguiu. Ha algum tempo atras inventei de saltar de paraquedas. Fiz uma duzia de saltos. Em todos, sem exceção, enquanto o avião subia, eu pensava, "o que eu tô fazendo aqui?". Em seguida saltava outra vez. Faz parte do jogo. Ano que vem vc volta pra zona de conforto e no próximo, volta a produzir, e assim vai. Só não fique ansioso.
Gde abraço!

Conrad disse...

Olá, Fernando Meirelles.

Eu sou professor de literatura e a um ano me tornei especialista pela PUC-SP, justamente com um trabalho sobre as alegorias e o discurso alegórico e poético do livro, mesmo sobre protestos de desavisados que diziam que era um livro “feio” demais pra ser poético.
Mas, não é sobre minha carreira que quero comentar, acabei de ler seu relato sobre como o projeto caiu no seu colo, depois de esnobar você (como uma garota num bar cheio), anos atrás. Ao que me parece pouco de sua tensão é pelo fato de que essa coincidência e essa aprovação incondicional de Saramago parecem tirar um pouco o filme das suas mãos, mas de uma forma que não aquela da inigualável comunhão da dramaturgia; é mais brutal porque está cheia de uns “deveria ser assim” e “poderia ser assim” (bom, estou certo que entendeu essa sentença tão mal construída).
Quando comecei a escrever o projeto da minha monografia, fiquei abismado em como era difícil desvincular as tantas idéias que circulavam no meio acadêmico sobre o que deveria ser uma interpretação de “Ensaio sobre a cegueira”; até que chegou ao ponto que cansei e, como me permitia os vinte e poucos anos, fiz birra, disse um belo “basta”. Quando afastei um pouco a pressão, fiz o que você fez, reli o livro duas, ou três vezes... e decidi que aquele livro era meu, acho que você teve a mesma sensação, o Ensaio é seu. Na verdade ele é de todos que o leram, mais ou menos, dependendo da profundidade que se chega, mas uma das características da escrita de Saramago é essa, ele empresta seus signos e símbolos para você, e permite que você os reconstrua e interprete, assim, a grande alegoria que é esse relato de cegos.
O Ensaio é seu, agora. Reformule, mude, reconstrua! Mas, esteja certo que haverá várias críticas discordantes, pois cada um tem seu Ensaio e todos queriam que você o filmasse (não vou tecer elogios a sua competência, ok?), acredito que basta você deixar claro que o que vemos na tela é a sua interpretação criativa, e que sua fonte inesgotável de inspiração é esse fabuloso livro de Saramago e, no mais, tudo estará certo.

Abraço e boa sorte,
Conrad Pichler

Paulo Sacramento disse...

Que responsabilidade, hein?! Adaptar Saramago... sem palavras... hehe

Andre Siqueira disse...

Fernando, obrigado pelo depoimento e o quão "confortante" é saber que mesmo um Diretor experiente passa pro certas inseguranças que nós mais jovens passamos a cada novo desafio(mesmo sempre querendo mostrar o contrário). A cada projeto faço a mesma pergunta que você, mas a cada 5 longos segundos na espera de uma resposta positiva tenho a certeza de que vale a pena entrar no olho desse furacão e saber que, mesmo por uma fração de segundos, estavamos certos.
Mais uma vez obrigado!

Siqueira

Andre Siqueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
kako disse...

Atualiza o blog ai Fernando! estamos curiosos! novidades! novidades! Belo projeto!

Rodolfo disse...

Fernando,

Parabéns pelo projeto. Eu sou grande admirador da sua obra. E também de Saramago.
Diga-me, por que um longa de "Ensaio sobre a Cegueira" e não de outra obra do autor? Há alguma razão que possa ser comentada?

Abraços e sucesso.

James disse...

Fernando, escrevo para dizer que fiquei muito satisfeito quando li que você seria o diretor de Ensaio Sobre a Cegueira (prefiro chamá-lo assim, a Blindness), porque é meu livro favorito, assim como o Saramago é meu autor favorito. Como li seus inúmeros questionamentos sobre as personagens, queria perguntar a você sua opinião sobre o porquÊ de a mulher do médico não ter cegado. É um assunto que sempre discuto com meus amigos a quem apresento a obra. Acho também que é o ponto mais importante da narrativa, mais do que a epidemia, a insistência em ver daquela mulher. Se puder me responder, agradeço.

Juliana disse...

Olá! Li o livro, adorei e tenho certeza que com seu talento o filme será melhor ainda! Desejo boa sorte nessa nova etapa de sua carreira!

Abs,

Juliana.

Carlos disse...

Parabéns por todo o seu trabalho e parabéns pelo novo projecto!
Como português, seu fã e de Saramago, acho que é minha obrigação dar um palpite: só existe um nome possível para a banda sonora desse filme: Rodrigo Leão, que fundou os Madredeus e que está a desenvolver um genial trabalho solo. Procure o álbum dele "Cinema"... se quiser, a gente envia daqui para você.
Abraço com muita ansiedade.

moraesrafael disse...

Meirelles, você já sabe quem vai cuidar da trilha sonora do seu filme? O Alberto Iglesias saiu-se excelente em "O Jardineiro Fiel", mas confesso que ficaria curioso para ver o Javier Navarrete (de "O labirinto do fauno"), ou o Gustavo Santaololla (de "Babel", "Brokeback Mountain") ou - agora é viagem - o Danny Elfman cuidando da trilha.
Abraços e boa sorte na sua empreitada!
Estamos todos torcendo pelo seu sucesso!
Abraços.

Tati disse...

Situações excelentes essas nas quais você se coloca. É sempre bom saber que bons diretores estão participando de ótimas histórias! Boa sorte e continue nos atualizando sobre o filme!

Abs

Andre Ziobro disse...

Caro Fernando, acompanho sua carreira cinematográfica a tempos, vc está sempre inovando com competência, tenho a mais absoluta certeza da sua capacidade m estar, novamente, nos privilegiando com mais uma obra de arte. Gostei desse blog pois, assim, poderei acompanhar de perto o que acontece, tal como no Jardineiro Fiel.
Julianne Moore, cara que fantástico, ela é simplesmente maravilhosa.
Boa sorte com tudo.

conectividade disse...

Gostei muito do formato do blog desse projeto maravilhoso, gostei da linha confessional, que passa muito distante dos blogs dos demais filmes que servem apenas para promover os filme.
Está sensacional seu relato do encontro com o ilustre autor do livro.Nao apenas ele estara esperando um bom resultado, as todos nós,por ser uma obra prima e ter uma narrativa incomum, espero que nao fuja desse enfoque.

Mas se o resultado final for como o de o jardineiro fiel, pode ter certeza que vai ser um sucesso.

Gustavo disse...

Parabéns e boa sorte. Tudo de bom.
Entendo o "se puder ver, repara" como "já que você pode ver, conserta". Enfim. Sucesso!

Milena disse...

Olá, Fernando!

Imagino a apreensão que tomou conta de ti ao encontrar o gênio Saramago... apesar de que vc não fica atrás não!!
Sóu apaixonada pelos livros dele, em especial pelo da cegueira. Tenho certeza que o resultado do seu filme nos surpreenderá!
Boa sorte aí no trabalho, aguardo ansiosa para vê-lo nas telonas.

Pacha Urbano disse...

As primeiras linhas de "Ensaio Sobre a Cegueira" são cinematográficas e logo me transportaram para a poltrona do meu cinema mental - aquele que faz com que todos os livros que eu leia se tornem filmes - e fiquei sem fôlego.

Quando soube que você seria o diretor desta adaptação eu me senti tranqüilo, porque nós fãs de obras literárias somos assim, exigentes, como se estas mesmas obras fossem nossas, e contente por estar em muito boas mãos. Você sabe escolher bem sua equipe!

Muito boa sorte nesta sua empreitada e saiba que estamos todos vibrando positivo por você!

Luciene disse...

Hilário seu encontro com o Saramago. Os Canadenses tiveram que se contentar com uma tradução da conversa pro alemão... Muito boa e totalmente justificada sua modéstia, espero que ele fique feliz com seu filme. Boa Filmagem!

*Thais Aux* disse...

Fernando: manda ver. Mostra pro povo lá fora que a gente sabe fazer muito bem por aqui. Boto uma fé no seu trabalho. Ah! Vou ler o Ensaio já!!!

Um beijão!

Graciella disse...

Que delícia sentir em suas palavras esta fase de produção.
Um grande abraço e bom trabalho.

Felipe disse...

Cara, adoro Saramago, adoro seu trabalho (desde Castelo Rá-Tim-Bum). Creio que a resposta à ultima pregunta do post seja: porque você sabe que vai dar certo. Um grande abraço.

Gabriel disse...

Caro Meirelles, acho que nos colocamos em situações assim pois são elas que trazem a adrenalina e o gostinho a mais de viver. Seja de decidir se casar, ter filhos, assumir projetos, etc. O impulso inicial é provocado pelo mesmo frio na barriga que nos assusta. Mas como dizia um chefe meu, "em frente!"

Armando Fontes : : ) disse...

Fernando, fiz um comentário sobre o livro aqui.
http://design-se.blogspot.com/2007/09/se-pode-olhar-veja-se-pode-ver-repara.html
Sucesso nas filmagens.

Jan disse...

Caro Fernando,

Primeiro quero falar que é realmente empolgante acompanhar "ao lado" do autor uma obra que está em criação. Seu discurso extremamente franco, próximo e emocional ao falar das suas expectativas e dúvidas, torna a leitura ainda mais cativante, por ter uma sinceridade raramente vista. Normalmente os blogs de cineastas/ produtores são compostos de relatos bem secos, quase um jornalístico, este seu não! É como se estivéssemos batendo um papo contigo numa mesa de bar, mais agradável, impossível.

Logo quando soube que o Ensaio Sobre a cegueira iria ser adaptado ao cinema com você na direção fiquei muito contente, com a certeza de que algo bom estava por vir devido a magnificência e densidade da história e à sua competência como artesão. Ao saber que Saramago deu seu aval tudo parece que está no caminho certo, acho que é importante o envolvimento (o aval, pelo menos) do autor original (mesmo que o meio de comunicação seja outro do qual ele não tenha domínio) para que a mensagem não dofra um abalo.

Imagino como deva ser difícil adaptar um obra tão poética e cheia de figuras de linguagem, mas você (e os roteiristas com quem trabalha) tem mostrado extrema competência nas adaptações. Por fim desejo sorte a você e a a sua competente equipe. Aguardarei ansiosamente por esta obra que deve marcar!

um abraço

Jan

Gabi disse...

Olá!
Eu sou fã incondicional do livro Ensaio Sobre a Cegueira. É fantástico!
Houve uma companhia de teatro de Lisboa O Bando - www.obando.pt)que fez a adaptação para teatro. Foi emocionante, mesmo mto bom. É capaz de ter sido a peça de teatro mais emocionante que já assisti! A encenação de João Brites foi arrojada e mto bem conseguida. Funcionou na perfeição.
Posto isto, basta-me dizer que aguarado ansiosamente pelo seu filme!
Bom trabalho.

gitano cesarito disse...

Caro Fernando,se esqueça do Saramago e faça um filme do livro do escritor argentino Ernesto Sabato"Sobre heroes y Tumbas"isso sim que é um puta texto sobre cegos!

Cris disse...

nossa, ontem quando li seu blog, não tinha nenhum comentário e agora que tantão!!!Legal
quando li ontem o que mais me impressionou é que você se sente inseguro também, é que a gente tem a falsa impressão que ter sucesso, ser reconhecido não faz de você um "mortal", vc entende não é. Mas queor lhe dizer que acredito que com todas as suas isneguranças você vai ser muito bem sucedido no seu projeto, porque nos seus filmes a gente lê o amor que tens ao que faz, já dá até pra ver a sua identidade. Vi Cidade de Deus e ao ver o Jardineiro Fiel, olha tá lá a movimentação da Cãmera, as cores do Fernando Meireles, dá gosto saber que você é brasileiro. Só posso te desejar muita coragem para o seu novo projeto. E escreve mais é muito bom te ler

Simone disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Simone disse...

Ensaio sobre a cegueira é um dos livros mais impressionantes que já li. Em um dado momento, já não sabia se conseguiria chegar ao final. É MUITO forte. Gostaria de agradecer ao Saramago por este livro, que realmente me marcou muito. Você tem muita coragem em topar dirigir esta adaptacão e desejo-lhe boa sorte! Não cou perder o filme...

Flavia disse...

Caro Fernando,

Tudo bom? Acho que você deve andar ocupadíssimo aí no Canadá, mas eu não consigo não te escrever. Pela primeira vez eu não vou te pedir nada... É só para dizer que ando me divertindo e me espantando com as coisas que você tem escrito no diário de Blindness. Sabe aquela vontade de ser uma mosquinha para ficar no cantinho da cena bisbilhotando tudo (e neste caso nem é só como jornalista que adora cobrir um set de filmagem)? você está realizando a minha. fiquei só imaginando a dona Julie correndo e berrando e você lá naquela situação de decidir o que estava no ponto ou não, fosse o pesto ou a cena.
enfim, espero ler muito mais. e quando vocês vierem filmar em sp, vou tentar dar uma bisbilhotada de corpo presente no seu set, nem que seja como curiosa mesmo.
beijo grande e bom trabalho aí

Flávia Guerra (do caderno 2 do estadão)

marko damiani disse...

Descobri o blog hoje e não saio mais daqui. Muito obrigado e um fortíssimo abraço!!!

Garcia disse...

Boas...
Acidentalmente descobri este blog mas gostava de dizer que está genial...!
Os parabéns não são necessários... são obrigatórios!

Quando for a ante-estreia, gostava que me enviassem notícias, já que administro um site de eventos nacionais (portugueses, claro!), mas publico uma rubrica que é Portugal no Mundo...
... E se um filme baseado numa obra do Tuga Saramago, filmado pelo Irmão Fernando, não é Português, não sei que será...
Convido todos a visitar www.kartes.pt e envio o meu contacto pessoal: miguel.domingos@plataforma.pt

Abraço e até breve!

Miguel Garcia Domingos

Jonga Olivieri disse...

O Maurilo me conduziu a ler esta sua postagem. Vou desaparecer em meio a tantos e merecidos comentários. Mas a experiência (vivência, emoção) de estar ali, frente a frente com Saramago deve ser algo marcante, Gostei demais do seu post sobre este encontro.

Terpsichore disse...

menino, vc se coloca nessas situacoes porque pode.
Quem nao tem paraquedas, nao salta do aviao; espera ele cair.

cordabamba disse...

Fernando,
Eu sou absolutamente fascinado por toda a obra de José Saramago, e em especial do magnifico "Ensaio sobre a cegueira". Eu sou português, vivo em portugal e em 2004 tive oportunidade de ver a adaptação teatral que o grupo de teatro "o Bando" fez desta sua obra que foi de uma intensidade e profundidade arrepiantes. Neste sentido, penso que seria bastante enriquecedor se visionasse as gravações que foram feitas do espectáculo ou ainda o documentario que foi feito a partir do mesmo chamado "ensaio sobre o Teatro", já editado em dvd em Portugal.
Pude reparar que no site www.imdb.com ainda não se encontra anunciado o compositor da banda sonora do filme e por isso, recomendar-lhe-ia que assim que fosse possível ouvisse a banda sonora original que Jorge Salgueiro, compositor Português, compôs para a referida adaptação teatral de "Ensaio sobre a Cegueira" e que eu considero algo estrodosamente tocante. Eis o site do mesmo:
www.jorgesalgueiro.com
A banda sonora encontra-se editada e à venda exclusivamente nas lojas fnac e denomina-se "ensaio sobre a cegueira - Um requiem para a humanidade".
Se necessitar de voluntários para todo o processo de desenvolvimento do filme "blindness", por favor não hesite em contactar-me, pois voarei para o Canadá instantaneamente.
Espero que toda a informação que referi possa contribuir da melhor forma para fazer deste filme, O filme.
Aqui fica o meu e-mail: jsmartins_89@hotmail.com

Obrigado por levar o "Ensaio sobre a cegueira" ao cinema e principalmente ao mundo para que todos comecem a ver sem ver.

um grande abraço e a maior força,

João Martins

paola disse...

Fernando,
Depois, noutra hora vc deveria fazer um filme sobre esse jantar, cada vez que eu vejo alguma entrevista, ou filme, me deleito, mas esse jantar deve ter sido no mínimo notável.
Adoro todos os seus filmes, o Jardineiro Fiel faz parte de um grupo, segundo minha observacão, junto com Hotel Ruanda e Senhor das Armas, da trilogia da violência, que tem que ser assistido por todos, por isso esse jantar deve ter sido chamado de "A fome com a vontade de comer"!

nanda disse...

Ainda bem que você sempre se coloca nessas situações. Num momento como esse, onde o Brasil nos dá motivos para nos decepcionar, tenho muito orgulho de saber que um diretor BRASILEIRÍSSIMo está adaptando essa grande obra de Saramago. Sou fão incondicional desse autor português e já fico imaginando sua tensão perante ele. Estou doida para ver esse pedacinho também ;c)
Parabéns pelo trabalho e saiba que sou uma grande admiradora do seu trabalho.
P.S. Estou SUPER ANCIOSA para ver o cão das lágrimas. Eu tenho ele em minha mente, sabe? Com detalhes e tudoo.. rsrs
Espero que ele seja como eu o imagino!

Rafa disse...

Meireles, você que teve a oportunidade de estar frente a frente com o mito, me diga uma coisa... É verdade que o Saramago, assim como o Machado de Assis, tem gagueira? Lembro de ter lido algo nesse sentido numa entrevista que ele concedeu uma vez ao Estadão. Será que essa seria uma sina de grandes escritores?

Talvez a luta vocabular que a gagueira propicia e a consequente necessidade de ficar o tempo todo reconstruindo frases para contornar os bloqueios na fluência da fala tenham sido fatores importantes na construção desses dois gênios literários.

Kleber disse...

Parabéns pela escolha do romance, obra-prima da literatura mundial. Se tudo correr bem, esse filme vai ser o seu segundo a estar nas listas de 100 melhores de todos os tempos...rs.

Mestre disse...

Fernando, tudo bem?

Nao se se vc se lembra de mim.
Fui diretor de rtv da dpz.
Tenho saudades, pois hoje estou em veiculo, e nunca mais nos vimos.
Como sou da Ilha da Madeira, tambem sou mais um torcendo para o filme ficar pronto.
Grande abraço,

Nobrega

Operon disse...

Rafa, quanto à gagueira do Saramago, é verdade sim. A entrevista a que você se referiu pode ser encontrada aqui:

http://www.gagueira.org.br/midia.shtml#saramago

Nela, é possível ler o seguinte:

“O meu problema foi, e continua a ser, o tartamudeio, a gagueira. Aqueles que gozam da sorte de uma palavra solta, de uma frase fluida, não podem imaginar o sofrimento dos outros, esses que no mesmo instante em que abrem a boca para falar já sabem que irão ser objeto da estranheza ou, pior ainda, do riso do interlocutor. Com a passagem do tempo acabei por criar, sem ajuda, pequenos truques de elocução, usar os bloqueios leves como pausas propositadas, perceber com antecipação a sílaba onde irei ter dificuldades e mudar a construção da frase, etc. Curiosamente, se tiver de falar para cinco mil pessoas estarei mais à vontade do que a falar com uma só. Salvo em situações de extremo cansaço nervoso, hoje sou capaz de controlar adequadamente o meu débito verbal. A gagueira, no meu caso, passou a ser uma pálida sombra do que foi na infância e na adolescência. Aprendi à minha própria custa”.

"wetabax", num momento de sono... disse...

que seja cego, surdo ou mudo, a gente ainda vai se conhecer.

Holmberg disse...

Caramba. Eh lindo ver uma pessoa relaizando sonhos assim, ao vivo.
E ainda dividindo com quem rala para realizar tb. nao eh facil fazer cinema, nao eh facil ser brasileiro, nao eh facil arrasar, ser bom pra caralho, mandar ver. nao eh facil manter o mesmo povo unido em volta das suas ideias durante tantos anos. mesma equipe, mesmos sonhos, mesmos realizadores.
Isso eh muito do caralho e vai se foder quem tiver inveja. Eu amo voces e Blindness vais er outro sucesso!!!!!!!

Cassiano disse...

Sou um leitor de Saramago por influência de minha mãe e irmâ que por sua vez foram influênciadas por meu tio no início dos anos 80. Embora às vezes pareça extremamente realista e pessimista, o escritor português demonstra ser um humanista. Espero muito dos momentos mais simples da narrativa, que paradoxalmente são os mais tocantes aos leitores. Embora pense assim não espero uma reprodução fiel do "Ensaio sobre a cegueira", sobretudo que a linguagem cinematográfica é um tanto diversa. Concordo com o nome em inglês, diferente do nome em português, o que de certa forma marca uma versão da obra saramaguiana. E o encontro de Meirelles com Saramago parece marcar uma confiança do autor em relação às filmagens. Como gostei muito dos filmes anteriores dirigidos por Meirelles, tenho uma boa perspectiva a respeito desse. Aliás, quero muito um filme à altura da obra e tenho certeza que o diretor escolhido é o mais adequado.

Cassiano disse...

Sou um leitor de Saramago por influência de minha mãe e irmâ que por sua vez foram influênciadas por meu tio no início dos anos 80. Embora às vezes pareça extremamente realista e pessimista, o escritor português demonstra ser um humanista. Espero muito dos momentos mais simples da narrativa, que paradoxalmente são os mais tocantes aos leitores. Embora pense assim não espero uma reprodução fiel do "Ensaio sobre a cegueira", sobretudo que a linguagem cinematográfica é um tanto diversa. Concordo com o nome em inglês, diferente do nome em português, o que de certa forma marca uma versão da obra saramaguiana. E o encontro de Meirelles com Saramago parece marcar uma confiança do autor em relação às filmagens. Como gostei muito dos filmes anteriores dirigidos por Meirelles, tenho uma boa perspectiva a respeito desse. Aliás, quero muito um filme à altura da obra e tenho certeza que o diretor escolhido é o mais adequado.

Roger disse...

Olá,
Foi uma falha imperdoável de minha parte não ter acompanhado seus blos/diários anteriores, mas vou compensar agora com este, que está sendo muito prazeroso pra qualquer profissional da área ou cinéfilo! Tanto quanto ver os seus filmes! Realmente é uma iniciativa humilde e fantástica de sua parte! Grande abraço!

markmarch81 disse...

Olá Fernando, legal sua iniciativa de fazer o blog. Abraço.
Marcio Marchioro - Curitiba

GUGA ALAYON disse...

oscar à vista.
boas filmagens

Letícia Friedrich disse...

Olá Fernando,

Estou muito feliz em saber que é você que está dirigindo "Ensaio sobre a Cegueira". Que história!!! Sou formada em cinema, e quando ingressei na universidade em 2002 um dos primeiros livros que li naquele ano foi justamente "Ensaio sobre a Cegueira", e confesso, como você também fiquei semanas paralizada pensando na história e como fazer um filme sobre ela? Eu achava praticamente impossível esta história ser filmada. Mas você agora está aí para mostrar que é possivel e com certeza fará uma obra-prima,assim como é o livro.
Confesso também, que sinto uma potinha de inveja boa de nao poder estar participando desta obra..que sonho seria. Muito sucesso a você e a toda equipe, em especial uma abraço ao Charlone, grande fotógrafo e grande pessoa!

Não vejo a hora de assistir o filme!!

E parabens pelo blog. Aguardo anciosa a nova postagem.

Abs,

Letícia Friedrich
Florianópolis - Sc

www.produzindocultura.blogspot.com

Leonardo disse...

Esse diário deveria estar nos extras desse filme, muito bom saber que como essa linda árvore, que concerteza será, foi plantada, brotou e cresceu te dando muitos frutos.. vc merece

Ricardo Maia disse...

Oi Fernando,
Apesar do Saramago não ter demonstrado muito interesse aodraria ouvir suas teorias sobre o garoto estrábico e os outros personagens.
Abraço e boa sorte

Nós disse...

Eu acho que o Saramago tem um pouco de razão, não só o cinema mas as artes visuais estragam a imaginação, no sentido exercer um poder grande, o apelo visual prende um dos nossos mais poderosos sentidos. Fetichização? Não sei. Mas essa concessão é claro que mostra uma flexibilidade, pois não existe o melhor, e sim o excesso disso ou daquilo. O Ensaio que vai existir na minha imaginação vai se juntar as cenas e a narrativa do filme, um não sobreporá o outro. Tô achando que terá cenas incríveis.
Abraços.
Denis

Nós disse...

Ah! Fernando, voce escreve bem... e eu deveria revisar meus textos hihihi.

Thaís disse...

Olá, Fernando! É bom ver os diretores brasileiros fazendo coisas boas. Parabéns pelo seu trabalho. Mas vou aproveitar e dizer o que muitos brasileiros pensam. Por que será que nosso cinema (não é exatamente o caso deste filme seu, mas acho que isso serve de alerta) só mostra o o que o Brasil tem de negro, torpe, cruel, pobre, corrupto? Tudo bem que temos muita coisa ruim... mas ninguém gosta de ver a vida "como ela é" no cinema. Senão, o "terminator", o "Rocky", etc., não fariam o sucesso que fazem. Nem queremos também, passar para os estrangeiros, essa imagem ruim do Brasil. As pessoas gostam de ver coisas que as façam esquecer das tragédias e tristezas do dia-a-dia (estou falando do Brasil). POr isso que brasileiro gosta tanto de Carnaval e escola de samba... é luxo, é festa, é colorido, é gente bonita. Eu penso inclusive, que as mensagens importantes que devem ser passadas pelo cinema, podem ser passadas de modo quase "subliminar", nas entrelinhas de uma história bonita, limpa, alegre, que mostre que tem muita coisa boa na nossa vida brasileira. Muita gente branca (não tem só negro, mulato), muita gente que trabalha (não tem só bandido), muita casa normal (não tem só favela), muita cidade maravilhosa como São Paulo (e não só mato, ou conglomerados de barracos pelos morros). Muita gente do bem. Seria tão bom ver na telona um filme que mostrasse a vida de gente como nós, eu e você, que fazemos o Brasil crescer. Boa sorte no seu novo filme, e leve isso que estou dizendo um pouco em consideração quando for fazer uma história brasileira. Acho que vc teria um sucesso inesperadamente grande.

Willian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Willian disse...

Porque o pós as faz valerem a pena... Oras...
Se não fizer, avise, que ainda haverá salvação para mim!

Renata Naves disse...

Que bom !!! Fico feliz de poder acompanhar de forma mais " próxima" este trabalho.
Boa Sorte
Bjs
Renata

Martha disse...

Oi Sr. Diretor depois de sofrer e se sentir realizado pelo sofrimento sentido pela realização do filme, faz um filme ou documentario sobre o paraguay e brasi. lPercival de Souza - Jornalista Investigativo, sabe tudo do Mato grosso do sul Onde entra só 90 % da Droga no Brasil morei la e se existiu velho oeste ele se chamava Coronel Sapucaia onde FERNANDO BEIRA_MAR MOROU E MATOU 16 PESSOAS DA MESMA FAMILIA bah se quiser te dou o site do paraguay que mostra essas pessoas , la eles tiram fotos de cadaver, pra melhorar uma amiga minha da policia federal me disse que celulas da Al-qaeda tao por lá,por isso há uma singela base americana la, não pela droga mas por esse pessoalzinho... ja deportaram uma parte mas como a fronteira nao tem pessoal pra ser patrulhada, so ver reportagem completa pela RECORD NEWS, eles se multiplicam cada vez mais...
Claro é so um pedido se puder indicar para algum colega o tema nos ahjudaria a todos a refletir sobre a fragilidade do nosso país.
Um bjao To rezando pra esse filme te dar pelo menos uma premiação por direção no tão bajulado e badalado oscar!!!

rose disse...

Fernando, você nem imagina quantas Fãs ficaram triste, no vácuo...por voce não ter escondido o Mark de nós...Triste...rose

rose disse...

Desculpe Fernando, eu quis dizer ""Por voce ter escondido o Mark das fãs, queríamos conhece-lo.Rose

Gonçalo disse...

Olá Dir. Fernando.

Fiquei muito contente de saber desta notícia, pela Antena3, mais precisamente pela Ana Lamy, um novo filme de Fernando Meireles. Tudo à volta deste filme me parec e uma óptima conjugação, volta a juntar Portugal e Brazil na cena Mundial, uma fusão muito interessante, um nóbel Português e para mim o um dos, senão o melhor realizador.

De Portugal desejos de que tudo corra em grande com este filme.

Cordiais Saudações
Gonçalo - Évora PT

Analice disse...

Vi, certa vez, um comentário de Pilar, mulher de Saramago, sobre os livros deste escritor, de quando ainda nem o conhecia pessoalmente. Algo do tipo: "eu me sinto uma leitora respeitada quando leio Saramago". Pois bem, é assim que, também, me sinto quando vejo seus filmes, Fernando. Imagine, então, que dupla fabulosa a vida nos dá de presente! O que podemos esperar?

Bel disse...

Nem acredito que estou lendo um blog do "Fernando Meirelles". Concluí o curso de Comunicação Social - Rádio e TV, e por muitas vezes recorri aos seus trabalhos para análises videográficas... o que me fez uma fã incondicional.
Sei que o filme vai continuar provando o seu talento, e o peso vai, sim, sair das suas costas.

Ansiosa!!!

Fernanda Falleiro disse...

Meu primeiro diretor de teatro me disse certa vez q um ator deve olhar o mundo com fome, como isso me marcou sempre procurei ficar atenta em tudo, estes dias um amigo mudou novamente minha visão.
Estavamos num onibus lotado e ele disse: - "Onibus me dá tesão", eu pensei como um onibus lotado em pleno centro carioca da tesão em alguém e ele continuou: - Todos os seios se mexem ao mesmo tempo"
Nunca tinha visto por este angulo, O interior modifica o exterior e não somente para os que não tem visão... Outra coisa que sempre prestei atenção são as feições dos cegos, eles não tem esse nosso vício de fazer as caras e bocas que a vida em sociedade imprime, sempre quis saber como seria um cego em cena sem os artificios que nós carregamos...
Abraços!

Fernanda Falleiro disse...

Meu primeiro diretor de teatro me disse certa vez q um ator deve olhar o mundo com fome, como isso me marcou sempre procurei ficar atenta em tudo, estes dias um amigo mudou novamente minha visão.
Estavamos num onibus lotado e ele disse: - "Onibus me dá tesão", eu pensei como um onibus lotado em pleno centro carioca da tesão em alguém e ele continuou: - Todos os seios se mexem ao mesmo tempo"
Nunca tinha visto por este angulo, O interior modifica o exterior e não somente para os que não tem visão... Outra coisa que sempre prestei atenção são as feições dos cegos, eles não tem esse nosso vício de fazer as caras e bocas que a vida em sociedade imprime, sempre quis saber como seria um cego em cena sem os artificios que nós carregamos...
Abraços!

cy disse...

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